Navegando por Autor "Lima, Daiane Soares de"
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Item Entre honra, castigo e reconstrução: vivências das mulheres paraguaias na Guerra Guasú e no pós-conflito(2026-01-21) Lima, Daiane Soares deO presente artigo analisa as experiências femininas durante e após a Guerra Guasú (1864–1870), compreendendo como os papéis de cuidado, maternidade, luto e resistência foram profundamente moldados pela violência estatal e pelas estruturas coloniais que atravessaram o conflito. A partir da distinção entre residentas e destinadas, discute-se como o Estado paraguaio produziu categorias de controle moral e político sobre os corpos das mulheres, exaltando umas como símbolos de patriotismo e relegando outras à condição de inimigas internas sujeitas a punição, exílio e apagamento social. Com base em documentos da época, testemunhos e revisão historiográfica, investigam-se as diversas formas de atuação feminina. Argumenta-se que, diante da ampla devastação demográfica e territorial, a maternidade adquiriu caráter político central, articulando práticas de luto, preservação da memória e resistência frente à violência patriarcal e estatal. Resumen El presente artículo analiza las experiencias femeninas durante y después de la Guerra del Paraguay (1864-1870), comprendiendo cómo los roles de cuidado, maternidad, duelo y resistencia fueron profundamente moldeados por la violencia estatal y las estructuras coloniales que atravesaron el conflicto. A partir de la distinción entre residentes y destinadas, se discute cómo el Estado paraguayo produjo categorías de control moral y político sobre los cuerpos de las mujeres, exaltando a unas como símbolos de patriotismo y relegando a otras a la condición de enemigas internas sujetas a castigo, exilio y borrado social. A partir de documentos de la época, testimonios y revisión historiográfica, se investigan las diversas formas de actuación femenina. Se argumenta que, ante la amplia devastación demográfica y territorial, la maternidad adquirió un carácter político central, articulando prácticas de duelo, preservación de la memoria y resistencia frente a la violencia patriarcal y estatal.Item Feminismos latino americanos: vivências da não maternidade no filme Frida (2002) e no México.(2024) Lima, Daiane Soares deEste estudo propõe uma reflexão sobre os estereótipos associados à não maternidade, a partir do filme Frida, lançado em 2002, sob a direção de Julie Taymor e baseado no livro Frida, a biografia (1983), produzido pela historiadora Hayden Herreda. O Seu objetivo central é compreender a construção da idealização da maternidade nos moldes universais, os desafios emocionais e sociais enfrentados por mulheres que decidem não ter filhos ou não podem tê-los, e como essas mulheres encontram maneiras alternativas de vivenciar a maternidade. Portanto, problematizamos como os ideais de maternidades e não maternidade são vivenciados através das pautas e lutas dos feminismos chicano, comunitário e decolonial. A partir destes feminismos a análise se concentra nas emoções retratadas no filme e na obra de Frida Kahlo, especialmente no contexto da não maternidade. Explora-se também a complexidade dessa experiência, reconhecendo-a como individual e dinâmica, assim sendo, falaremos de maternidades no plural. A pesquisa investiga ainda como Frida expressa suas emoções e experiências por meio de suas obras artísticas. No entanto, não nos limitaremos apenas às obras visuais da artista, pois é crucial explorar outras formas de arte, como performances, que também provocam reflexões sobre o tema.Item Mulheres na Política, a repressão, a masculinização e a Mídia: os casos de Angela Merkel, Dilma Rousseff e Park Geun-Hye(Graduação em Relações Internacionais e Integração, 2018-11-05) Lima, Daiane Soares de; Araujo, Joyce M. MertigA atuação feminina no processo democrático e na política, apesar de ter evoluído nas últimas décadas, ainda é uma luta constante, pois apesar de haver-se conquistado o direito de votar e a atuar em pleitos eleitorais, todavia surgem outros problemas e formas de repressão advindas de uma cultura machista e patriarcal, cujo intuito é manter as mulheres sobre domínio masculino e na esfera privada. Uma forma de coibir, reprimir a participação, inserção das mulheres na política e a criação de estereótipos reforçados através da mídia. A mulher mais dura, com características de liderança associadas aos homens, desde as vestimentas até a forma de falar e de posicionar, e a mistura de características que remetem ao feminino com a política das mulheres é o que esse artigo se propõe a analisar, focando em três casos específicos, o de Angela Merkel na Alemanha, de Dilma Rousseff no Brasil, e de Park Geun-hye na Coréia do Sul La actuación femenina en el proceso democrático y en la política, a pesar de haber evolucionado en las últimas décadas, sigue siendo una lucha constante, pues a pesar de haber conquistado el derecho de votar y la actuación en pleitos electorales, todavía surgen otros problemas y formas de represión de una cultura machista y patriarcal, cuyo propósito es mantener a las mujeres sobre dominio masculino y en la esfera privada. Una forma de cohibir, reprimir la participación, inserción de las mujeres en la política y la creación de estereotipos reforzados a través de los medios de comunicación. La mujer más dura, con características de liderazgo asociadas a los hombres, desde las vestimentas hasta la forma de hablar y de posicionar, y la mezcla de características que remiten al femenino con la política de las mujeres es lo que ese artículo se propone analizar, enfocando en tres casos específicos, el de Angela Merkel en Alemania, de Dilma Rousseff en Brasil, y de Park Geun- hye en Corea del SurItem Política do pranto: luto, dor, memória, justiça e insurgência feminina em La Llorona (2019), antígonas e mães de maio(2026-01-21) Lima, Daiane Soares deO presente artigo analisa as narrativas La Llorona (2019), de Jayro Bustamante, Antígona, de Sófocles, e Antígona González, de Sara Uribe, articulando-as às práticas de memória e resistência do Movimento Mães de Maio, liderado por Débora Maria da Silva. O objetivo é compreender como essas obras e experiências mobilizam relações entre gênero, poder, luto e justiça, evidenciando formas de enfrentamento à violência patriarcal, colonial e estatal. Embora situadas em contextos distintos, todas convergem pela centralidade da dor feminina e pela recusa em aceitar o apagamento dos mortos, insistindo na força ética de nomear, lembrar e reivindicar sua dignidade. Em La Llorona (2019), a figura de Alma reinterpreta o mito da mulher que chora para denunciar o genocídio maia-ixil; em Sófocles e em Sara Uribe, as Antígonas desafiam o poder soberano ao exigir que os mortos sejam reconhecidos e honrados. No Brasil, as Mães de Maio transformam o luto pelas mortes de jovens negros e periféricos, vítimas da violência policial, em mobilização política e construção de memória coletiva. Assim, essas narrativas e experiências revelam que a maternidade funcionam como forças de resistência que desestabilizam discursos oficiais e reconstroem sentidos de justiça diante da necropolítica estatal. Resumen El presente artículo analiza las narrativas La Llorona (2019), de Jayro Bustamante, Antígona, de Sófocles, y Antígona González, de Sara Uribe, articulándolas con las prácticas de memoria y resistencia del Movimiento Madres de Mayo, liderado por Débora Maria da Silva. El objetivo es comprender cómo estas obras y experiencias movilizan las relaciones entre género, poder, duelo y justicia, poniendo de manifiesto formas de hacer frente a la violencia patriarcal, colonial y estatal. Aunque situadas en contextos distintos, todas convergen en la centralidad del dolor femenino y en la negativa a aceptar el borrado de los muertos, insistiendo en la fuerza ética de nombrar, recordar y reivindicar su dignidad. En La Llorona (2019), la figura de Alma reinterpreta el mito de la mujer que llora para denunciar el genocidio maya-ixil; en Sófocles y en Sara Uribe, las Antígonas desafían el poder soberano al exigir que los muertos sean reconocidos y honrados. En Brasil, las Madres de Mayo transforman el duelo por la muerte de jóvenes negros y periféricos, víctimas de la violencia policial, en movilización política y construcción de memoria colectiva. Así, estas narrativas y experiencias revelan que la maternidad funciona como una fuerza de resistencia que desestabiliza los discursos oficiales y reconstruye los sentidos de la justicia frente a la necropolítica estatal.Item Sexualidade e protagonismo na película Frida(2020-02-20) Lima, Daiane Soares de; Dulci, Tereza Maria SpyerEsta pesquisa tem o objetivo de realizar uma análise crítica a respeito do filme Frida, uma produção estadunidense de 2002, de gênero drama-biografia, com direção de Julie Taymor e roteiro baseado no livro da historiadora Hayden Herrera. Mesmo em contexto em que a situação política do México estava conturbada, a Revolução Mexicana fez florescer o talento de pessoas como Frida Kahlo (1907-1954), que em um cenário machista, não muito diferente do momento atual, foi capaz de problematizar questões de gênero e sexualidade tanto em suas obras como em sua forma de agir no cotidiano, quebrando paradigmas. Dessa forma, buscaremos refletir se a obra deu ênfase à pintora mexicana e sua forma de se relacionar com ambos os sexos ou se a retratou em segundo plano, associada e dependente ao seu companheiro Diego Rivera.