Navegando por Autor "Ferreira, Gislaine Bezerra Pinto"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item Estudo da sinterização de eletrólito sólido de céria dopada com gadolínia(2012-12-19) Ferreira, Gislaine Bezerra Pinto; Nascimento, Rubens Maribondo doAs células a combustível são dispositivos eletroquímicos que convertem energia química em energia elétrica por uma reação direta. As células a combustíveis de óxido sólidos (Solid Oxide Fuel Cell - SOFC) operam em temperaturas entre 900 e 1000ºC, com eletrólitos de cerâmica. Atualmente o material mais utilizado é a zircônia estabilizada com ítria, no entanto a alta temperatura de operação pode causar problemas de instabilidade e incompatibilidade de materiais, degradação térmica e alto custo dos materiais periféricos. Com a intenção de minimizar esses problemas, são realizadas pesquisas para desenvolver células a combustível de óxido sólido de temperatura intermediária (IT-SOFC) que operam na faixa de temperatura de 600 a 800ºC, utilizando céria dopada com gadolínia como um dos mais promissores materiais para eletrólitos de IT-SOFC devido à alta condutividade iônica e uma boa compatibilidade com os eletrodos. Formas de inibir o crescimento do grão durante a sinterização para melhorar as propriedades dos eletrólitos são investigadas. Para tal, é utilizada a técnica de sinterização em dois passo (two-step sintering - TSS), que consiste em submeter a amostra a dois estágios de temperatura. O primeiro estágio visa atingir a densidade crítica para dar início ao processo de sinterização. Em seguida a amostra é submetida a um segundo estágio de temperatura capaz de dar continuidade à sinterização sem que haja acelerado crescimento de grão, até sua total densificação. O principal objetivo deste trabalho foi produzir eletrólitos de céria dopada com gadolínia pelo processo de sinterização em dois passos. Neste contexto foram produzidas amostras a partir de pós micrométricos e nanométricos através de duas rotas de sinterização em dois passos. Foram obtidas amostras com elevada densidade relativa, superior a 90%. Os tamanhos médios de grãos obtidos estão na faixa de 0,37 µm a 0,51 µm. Foram obtidas amostras com condutividade iônica total de 1,8x10-2 S.cm e energia de ativação de 0,76 eV. A partir dos resultados obtidos neste trabalho, foi possível obter amostras de céria dopada com gadolínia através da técnica de sinterização em dois passos, utilizando rotas modificadas com características e propriedades necessárias para serem aplicadas como eletrólitos de células a combustível de óxido sólido.Item Fabricação do Dispositivo Jominy para Têmpera e Caracterização de um Aço Médio Teor de Carbono(2022) Garay Román, Luis Enrique; Ferreira, Gislaine Bezerra PintoEste trabalho aborda o uso e a fabricação do dispositivo Jominy como método de determinação da temperabilidade de um aço médio teor de carbono, seguindo as especificações da norma ASTM A255. O enfoque do trabalho visa a obtenção da curva de temperabilidade do aço em estudo comparando-o com as curvas encontradas na literatura, como também, a caracterização microestrutural por microscopia ótica, DRX e EDS. Cabe destacar que para a obtenção da curva de temperabilidade o corpo de prova foi submetido a medidas de dureza na escala Rockwell C ao longo da superfície rebaixada. Para as caracterizações por microscopia ótica e DRX foram utilizadas duas superfícies do corpo de prova tratado termicamente, uma superfície onde houve o contato direto do jato de água com a peça e a outra superfície a 10 mm da extremidade temperada. Assim, mediante a caraterização por microscopia ótica foi possível analisar as microestruturas formadas no aço tratado termicamente nas duas superfícies, que, seguidamente foram comparadas com o mesmo aço sem tratamento térmico, observou-se que houve refinamento na microestrutura do aço com TT. A caracterização por DRX do aço com tratamento térmico permitiu observar ferrita de Widmanstätten. E mediante caracterização de EDS obteve-se a análise elemental do aço tratado termicamente. Como resultado, obteve-se um corpo de prova temperado utilizando o dispositivo Jominy fabricado, observa-se na curva de temperabilidade obtida uma dureza inferior em comparação ao encontrado na literatura, isto devido a uma provável descarbonetação do material pelo tempo excessivo no forno a uma temperatura superior a 780 °C, dificultando a formação da martensita. Porém, é evidenciado um ganho de dureza do aço tratado termicamente em comparação do aço sem tratamento térmico, isto devido ao refinamento do grão.