OrientaçãoLisandra Rodríguez Alfonso2026-07-302026-07-302026-07-30https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9946Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Serviço Social.O presente Trabalho de Conclusão de Curso, intitulado "A naturalização da violência contra a mulher em Foz do Iguaçu: um estudo dos dados de 2020 a 2025", realiza uma análise crítica do fenômeno da violência de gênero, que persiste como uma violação estrutural dos direitos humanos no Brasil. O objetivo geral do estudo consiste em compreender a naturalização da violência contra a mulher a partir do aumento dos casos registrados em Foz do Iguaçu no período de 2020 a 2025. Para cumprir esta proposta, a pesquisa estabelece como objetivos específicos identificar a naturalização da violência contra a mulher como expressão da desigualdade estruturante do sistema patriarcal; mapear as políticas públicas e a rede de atendimento à mulher no Brasil e no Paraná; e examinar a relação entre o fortalecimento da rede de atendimento à mulher e a evolução dos indicadores de violência em Foz do Iguaçu, no período de 2020 a 2025. O método de pesquisa adota natureza mista, combinando abordagens qualitativa e quantitativa, classificando-se como pesquisa documental, exploratória e explicativa. A dimensão quantitativa utiliza dados numéricos e séries históricas provenientes de bases oficiais, como a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o IPARDES e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A dimensão qualitativa interpreta o fenômeno por meio de referencial teórico ancorado em autores como Saffioti, Bourdieu, Mirales, Louro e Walker, que discutem o patriarcado, a dominação simbólica e o ciclo da violência. A pesquisa revela que a violência doméstica e familiar em Foz do Iguaçu apresentou trajetória crescente no período analisado, com destaque para o aumento expressivo dos feminicídios em 2023 e para a persistência de subnotificação associada à naturalização das práticas violentas. Os resultados evidenciam fragilidades na rede de atendimento local, ao mesmo tempo em que identificam avanços importantes, como a implantação da Patrulha Maria da Penha e a construção da Casa da Mulher Brasileira prevista para 2026. O estudo conclui que o enfrentamento efetivo da violência exige a articulação de políticas públicas integradas, investimentos contínuos e transformações culturais profundas, comprometidas com a igualdade de gênero e com a proteção dos direitos das mulheresopenAccessviolênciamulherA naturalização da Violência contra a mulher em Foz do Iguaçu: un estudo dos dados de 2020-2025