Manoel, Paulo Vinicius Bezerra2025-03-202025-03-202024https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/8937O presente artigo analisa a atuação do Keren Kayemeth LeIsrael – Jewish National Fund (KKL-JNF) sob a perspectiva da ecologia política, focando em como suas políticas ambientais e fundiárias impactam o conflito Israel-Palestina. Fundado em 1901, o KKL-JNF desempenha um papel central no projeto sionista, promovendo a compra de terras e o reflorestamento como estratégias de desenvolvimento sustentável e controle territorial. As ações do KKL-JNF são criticadas por fortalecer o controle territorial israelense e pela expropriação de terras palestinas, mascarando essas ações sob um discurso de sustentabilidade. O artigo examina essas críticas e os impactos sociais, destacando a importância de considerar as dimensões políticas e sociais da conservação ambiental em contextos de conflito. A análise histórica do KKL-JNF revela sua missão original de "redenção da terra" e sua expansão em territórios ocupados após 1967. Críticos como Masalha (2012), Leff (2021), e Sharif (2014) argumentam que o reflorestamento promovido pelo KKL-JNF serve como uma ferramenta de controle territorial e exclusão, exemplificando o "greenwashing" e a instrumentalização ambiental para fins políticos. O artigo conclui que as práticas do KKL-JNF refletem e reforçam relações de poder, contribuindo para a exclusão e deslocamento de populações palestinas. A abordagem da ecologia política permite entender o KKL-JNF como uma entidade que instrumentaliza a sustentabilidade para consolidar a soberania israelense em áreas disputadas.viecologia políticareflorestamentoexpansão territorialconservação ambientalKKL-JNF sob a ótica da ecologia política: controle territorial no conflito Israel-PalestinaArticle