Aragão, Patricia Maria Arruda2026-07-212026-07-212016-07-21https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9908Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Saúde Coletiva.Introdução: Os fatores de risco psicossociais constituem um relevante problema de saúde pública, sendo o estresse um importante desencadeador de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, especialmente no contexto laboral. Objetivos: Avaliar os fatores de estresse e sua associação com sintomas de depressão e ansiedade entre servidores públicos federais lotados, à época da coleta de dados, na Divisão de Bagagem da Alfândega da Receita Federal do Brasil, em Foz do Iguaçu, Paraná. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, com coleta de dados realizada entre outubro e novembro de 2025, envolvendo 57 servidores. Foram utilizados os instrumentos HSE’s Management Standards Indicator Tool (HSE-IT), Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) e Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7). As análises incluíram estatística descritiva e testes de associação, com estimativa dos odds ratios (OR) por regressão logística binária. Resultados: A idade média dos participantes foi de 50,51 anos (± 13,2), mediana de 54,4 anos (P25–P75: 40,5–61), com predominância do sexo masculino (64,6%). A maioria autodeclarou-se branca (66,7%), era casada (35,1%) e possuía graduação (56,1%). A renda familiar per capita mediana foi de R$ 9.000,00. A pontuação média no PHQ-9 foi de 3,94 (± 3,82), indicando baixa intensidade média dos sintomas, embora 35,1% dos servidores apresentassem sintomas leves, 5,3% depressão moderada e 1,8% depressão grave. Foi identificada ideação suicida em dois participantes. Quanto à ansiedade, a pontuação média no GAD-7 foi de 3,93 (± 3,72), com 40,4% dos servidores classificados com ansiedade leve, 1,8% com ansiedade moderada e 1,8% com ansiedade grave. Observou-se associação estatisticamente significativa entre depressão e ansiedade (p<0,001). A análise por regressão indicou que fatores psicossociais elevados estavam associados a maior prevalência de sintomas depressivos e ansiosos. Conclusão: Apesar dos escores médios não indicarem elevada prevalência de depressão e ansiedade na amostra, uma parcela dos servidores apresentou sintomas, majoritariamente leves, com casos pontuais moderados e graves. A associação entre depressão e ansiedade, bem como a identificação de pensamentos suicidas, evidenciam a necessidade de monitoramento contínuo e adoção de estratégias institucionais para promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. Resumen Introducción: Los factores de riesgo psicosociales constituyen un problema de salud pública significativo, siendo el estrés un importante desencadenante de trastornos mentales como la depresión y la ansiedad, especialmente en el ámbito laboral. Objetivos: Evaluar los factores de estrés y su asociación con los síntomas de depresión y ansiedad entre los funcionarios públicos federales que trabajaban, al momento de la recolección de datos, en la División de Equipaje de la Oficina Federal de Ingresos y Aduanas de Brasil en Foz do Iguaçu, Paraná. Metodología: Este fue un estudio transversal, con recolección de datos realizada entre octubre y noviembre de 2025, involucrando a 57 funcionarios públicos. Se utilizaron los instrumentos HSE’s Management Standards Indicator Tool (HSE-IT), Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) y Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7). Los análisis incluyeron estadísticas descriptivas y pruebas de asociación, con estimación de odds ratio (OR) mediante regresión logística binaria. Resultados: La edad media de los participantes fue de 50,51 años (± 13,2), mediana de 54,4 años (P25–P75: 40,5–61), con predominio de hombres (64,6%). La mayoría se autoidentificó como blanca (66,7%), estaba casada (35,1%) y tenía un título universitario (56,1%). El ingreso familiar per cápita medio fue de R$ 9.000,00. La puntuación media en el PHQ-9 fue de 3,94 (± 3,82), lo que indica una baja intensidad media de los síntomas, aunque el 35,1% de los empleados presentó síntomas leves, el 5,3% depresión moderada y el 1,8% depresión grave. Se identificó ideación suicida en dos participantes. En cuanto a la ansiedad, la puntuación media en el GAD-7 fue de 3,93 (± 3,72), con un 40,4 % de los empleados clasificados con ansiedad leve, un 1,8 % con ansiedad moderada y un 1,8 % con ansiedad grave. Se observó una asociación estadísticamente significativa entre depresión y ansiedad (p<0,001). El análisis de regresión indicó que los factores psicosociales elevados se asociaron con una mayor prevalencia de síntomas depresivos y ansiosos. Conclusión: Si bien las puntuaciones medias no indicaron una alta prevalencia de depresión y ansiedad en la muestra, una parte de los empleados presentó síntomas, en su mayoría leves, con casos moderados y graves ocasionales. La asociación entre depresión y ansiedad, así como la identificación de pensamientos suicidas, resalta la necesidad de un seguimiento continuo y la adopción de estrategias institucionales para promover la salud mental en el lugar de trabajo.viopenAccessestresse ocupacionalsaúde mentaladministração alfandegáriaFoz do Iguaçu (PR)Fatores associados à depressão e à ansiedade entre servidores da Receita Federal atuantes na Divisão de Bagagem da Alfândega de Foz do Iguaçu, ParanáArticle