Costa, Karina2026-04-272026-04-272026-04-27https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9787Esta dissertação investiga os determinantes da condição de jovens nem-nem inativos no Brasil, com foco nas jovens de 15 a 29 anos cuja inatividade está associada à realização de afazeres domésticos e tarefas de cuidado. Parte-se da hipótese de que a permanência feminina fora da escola e do mercado de trabalho não se explica apenas por fatores conjunturais do mercado educacional e laboral, mas decorre de mecanismos estruturais da divisão sexual do trabalho e da organização social do cuidado. Ancorado na teoria da Economia do Cuidado, o estudo revisita a categoria de inatividade ao ressaltar que parcela significativa dessas jovens desempenha trabalho reprodutivo invisibilizado nas estatísticas econômicas. Utilizam-se microdados da PNAD Contínua no período de 2017 a 2024 organizados em dados empilhados, aplicando-se modelos logit para estimar a probabilidade condicional de o indivíduo estar na condição de nem-nem inativo, com especificações que incorporam variáveis demográficas, socioeconômicas, territoriais e indicadores de dedicação a atividades de cuidado, bem como termos de interação por sexo e arranjos familiares para captar heterogeneidades de gênero. No geral, os resultados apontam uma concentração feminina entre os nem-nem inativos, especialmente entre jovens de baixa renda e não brancas. As estimativas logit revelam que o tempo dispendido em trabalho reprodutivo aumenta significativamente a probabilidade de inatividade escolar e laboral feminina, mesmo após controle de covariáveis sociodemográficas.economia do cuidadojovenstrabalho reprodutivoModelo Logit"Nem-nem" nem tanto: o trabalho de cuidado invisibilizado das meninas brasileiras