Santos, Luana de Paula2025-03-202025-03-202025https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/8939Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.O ato de parir é um rito presente em diversas culturas e períodos da história humana, sempre acompanhado por outra mulher além da parturiente: a parteira. Essas mulheres desempenham um papel fundamental desde a gestação até o nascimento, muitas vezes sendo alguém da própria família ou uma figura de confiança dentro da comunidade. Nas regiões onde as parteiras tradicionais atuam, existe uma rede de apoio entre as mulheres, baseada na transmissão de saberes e práticas de cuidado, passados de geração em geração em uma mesma família, ou através de outras mestras, por meio de narrativas orais. Essa dinâmica fortalece a identidade cultural das comunidades em que essas práticas sobrevivem. O partejar tradicional, nesse contexto, emerge como uma resistência cultural e política frente à crescente medicalização e industrialização do parto. Suas raízes estão profundamente conectadas às culturas indígenas e africanas, mantendo vivas tradições milenares e preservando um saber ancestral que transcende o tempo. A presente dissertação, por meio de narrativas de parteiras tradicionais que atuam na contemporaneidade, busca examinar as transformações e permanências desse saber-fazer, que hoje é reconhecido como patrimônio cultural imaterial. O estudo valoriza a prática do partejar tradicional não apenas como um legado do passado, mas como uma prática viva e relevante que resiste às pressões da modernidade e da lógica do parto hospitalar. Resumen El acto de parir es un rito presente en diversas culturas y períodos de la historia humana, siempre acompañado por otra mujer además de la parturienta: la partera. Estas mujeres desempeñan un papel fundamental desde la gestación hasta el nacimiento, siendo muchas veces alguien de la propia familia o una figura de confianza dentro de la comunidad. En las regiones donde actúan las parteras tradicionales, existe una red de apoyo entre las mujeres, basada en la transmisión de saberes y prácticas de cuidado, que se transmiten de generación en generación dentro de una misma familia, o a través de otras maestras, por medio de narrativas orales. Esta dinámica fortalece la identidad cultural de las comunidades donde estas prácticas sobreviven. El parteo tradicional, en este contexto, emerge como una resistencia cultural y política frente a la creciente medicalización e industrialización del parto. Sus raíces están profundamente conectadas con las culturas indígenas y africanas, manteniendo vivas tradiciones milenarias y preservando un saber ancestral que trasciende el tiempo. La presente disertación, a través de narrativas de parteras tradicionales que actúan en la contemporaneidad, busca examinar las transformaciones y permanencias de este saber-hacer, que hoy es reconocido como patrimonio cultural inmaterial. El estudio valora la práctica del parteo tradicional no solo como un legado del pasado, sino como una práctica viva y relevante que resiste las presiones de la modernidad y la lógica del parto hospitalario.viopenAccessmulheresparteirasparto naturalsaberes ancestraisSabedoria ancestral, prática contemporânea: narrativas do partejar tradicional no século XXI