OrientadorCerri, Fabiano2026-03-282026-03-282026-03-28https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9748Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Energia e Sustentabilidade.A crescente urgência em enfrentar as mudanças climáticas globais e promover o uso sustentável da energia destaca a importância da alfabetização energética (AE), especialmente na formação de futuros professores. Esta pesquisa teve como objetivo geral investigar os níveis de AE entre estudantes de sete cursos de licenciatura da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), considerando suas três dimensões: cognitiva, atitudinal e comportamental em diferentes etapas da formação acadêmica. O estudo adotou abordagem de métodos mistos, que articula dados quantitativos e qualitativos. A coleta ocorreu por meio de questionários estruturados, adaptados de instrumentos consolidados na literatura, abrangendo dimensões cognitivas, atitudinais e comportamentais. Participaram 283 estudantes, que representa 61,1% da população-alvo, provenientes de diferentes cursos e nacionalidades, em etapas distintas da formação. A análise foi conduzida com o auxílio do software SPSS, incluindo estatística descritiva, testes de normalidade, correlação de Spearman e Análise de Componentes Principais, a partir da qual se propôs um índice de AE. Os resultados revelam níveis distintos de AE entre os licenciandos, com desempenhos cognitivos geralmente baixos, com média de 54,44% de acertos e variações entre cursos das áreas de ciências da natureza em comparação as de humanas. Nas dimensões atitudinal e comportamental, as respostas concentraram-se, em geral, com médias entre 3,0 e 4,0 em uma escala de 1 a 5 pontos, indicando atitudes favoráveis à conservação de energia e comportamentos sustentáveis. As correlações de Spearman não identificaram associação estatisticamente significativa entre o conhecimento cognitivo e as atitudes, nem entre o conhecimento e o comportamento (p > 0,05), mas indicaram correlação positiva entre atitudes e comportamentos (p < 0,001), sugerindo que disposições favoráveis tendem a se traduzir em práticas mais alinhadas à sustentabilidade energética A discussão aponta que a AE não evolui de forma linear ao longo da trajetória acadêmica, sendo influenciada por currículos, práticas pedagógicas e condições socioculturais. O índice proposto derivado da Análise de Componentes Principais apresenta uma trajetória não linear ao longo da formação, com níveis mais altos em alunos ingressantes, queda no meio do curso e leve recuperação final, sem diferença estatística significativa entre as etapas. Conclui-se que fortalecer a AE na formação docente requer a adoção de estratégias pedagógicas, curriculares e formativas, tais como o uso de metodologias ativas e investigativas no ensino de energia, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares contextualizados em problemas reais das comunidades, a integração transversal de energia, mudanças climáticas e sustentabilidade nos currículos das licenciaturas e a oferta de formação específica e de recursos que capacitem os futuros professores a planejar e implementar práticas de educação energética em diferentes áreas do conhecimento.openAccessalfabetização energéticaeducação superiorformação docentecurrículointerdisciplinaridadeANÁLISE TRANSVERSAL DOS NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO ENERGÉTICA ENTRE LICENCIANDOS DA UNILA