Ortega Bravo, Nathalia Carolina2026-07-282026-07-282026-07-28https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9942Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Ciência Política e Sociologia - Sociedade, Estado e Política na América Latina.A presente pesquisa analisa a evolução da brecha digital na Colômbia entre 1997 e 2025, com especial ênfase no impacto da pandemia de COVID-19 (2020–2022) sobre o direito à educação. Por meio de uma abordagem mista, de caráter analítico-descritivo e delineamento longitudinal, a pesquisa adota como técnica principal a pesquisa documental, articulando a análise das políticas públicas de inclusão digital, da literatura acadêmica sobre o tema e o processamento de microdados das Pesquisas de Qualidade de Vida (Encuestas de Calidad de Vida – ECV) do Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE). O estudo examina a brecha digital a partir das dimensões de acesso, uso e apropriação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Entretanto, reconhece-se como limitação metodológica que as ECV permitem analisar principalmente indicadores de acesso e determinadas modalidades de uso, sem mensurar diretamente a apropriação digital. Por essa razão, esta última é abordada como uma dimensão analítica e interpretativa, bem como uma agenda para pesquisas futuras. A pesquisa incorpora a perspectiva da heterogeneidade estrutural, proposta por Aníbal Pinto, para compreender como as desigualdades econômicas, sociais e territoriais condicionam a distribuição do progresso tecnológico na Colômbia. Nessa perspectiva, a brecha digital não constitui apenas um problema de cobertura tecnológica, mas também uma manifestação contemporânea de desigualdades estruturais e históricas. Os resultados demonstram que, embora a Colômbia tenha registrado avanços significativos no acesso físico às TIC, alcançando uma projeção nacional de conectividade de 73,9% para 2025 e uma ampla disseminação da telefonia móvel, persistem profundas desigualdades territoriais que afetam especialmente as zonas rurais. Durante a emergência sanitária de 2020, o acesso a computadores nessas áreas era de apenas 11,9%, fazendo com que grande parte da educação remota dependesse de dispositivos móveis com capacidades limitadas para o desenvolvimento de atividades pedagógicas mais complexas. Conclui-se que as políticas públicas colombianas conseguiram ampliar a infraestrutura tecnológica, mas não garantiram condições suficientes para transformar esse acesso em oportunidades efetivas de aprendizagem. A brecha digital ultrapassa a mera disponibilidade de conectividade e constitui um desafio estrutural para a formação de professores, estudantes e famílias, cuja superação requer a integração entre infraestrutura, competências digitais e políticas de inclusão capazes de reduzir as desigualdades territoriais, econômicas e sociais na educação. Resumen La presente investigación analiza la evolución de la brecha digital en Colombia entre 1997 y 2025, con especial énfasis en el impacto de la pandemia de COVID-19 (2020-2022) sobre el derecho a la educación. Mediante un enfoque mixto, analítico-descriptivo y de diseño longitudinal, la investigación adopta como técnica principal la investigación documental, articulando el análisis de políticas públicas de inclusión digital, literatura académica sobre el tema y el procesamiento de microdatos de las Encuestas de Calidad de Vida (ECV) del Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE). El estudio examina la brecha digital a partir de las dimensiones de acceso, uso y apropiación de las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC). No obstante, se reconoce como limitación metodológica que las ECV permiten analizar principalmente indicadores de acceso y determinadas modalidades de uso, sin medir de manera directa la apropiación; por ello, esta última se aborda como una dimensión analítica e interpretativa y como una agenda para futuras investigaciones. La investigación incorpora la perspectiva de la heterogeneidad estructural, propuesta por Aníbal Pinto, para comprender cómo las desigualdades económicas, sociales y territoriales condicionan la distribución del progreso tecnológico en Colombia. Desde esta perspectiva, la brecha digital no constituye únicamente un problema de cobertura tecnológica, sino una manifestación contemporánea de desigualdades estructurales e históricas. Los resultados demuestran que, si bien Colombia registró avances significativos en el acceso físico a las TIC, alcanzando una proyección nacional de conectividad del 73,9 % para 2025 y una penetración de telefonía móvil masificada, persisten profundas desigualdades territoriales que afectan especialmente a las zonas rurales. Durante la emergencia del 2020, el acceso a computadores en estas áreas estaba en 11,9 %, obligando a que gran parte de la educación remota dependiera de dispositivos móviles con limitadas capacidades para el desarrollo de actividades pedagógicas complejas. Se concluye que las políticas públicas colombianas lograron ampliar la infraestructura tecnológica, pero no garantizaron condiciones suficientes para transformar dicho acceso en oportunidades efectivas de aprendizaje. La brecha digital trasciende la disponibilidad de conectividad y constituye un desafío estructural de capacitación docente, estudiantil y a familias, cuyo desafío requiere integrar infraestructura, competencias digitales y políticas de inclusión capaces de reducir las desigualdades territoriales, económicas y sociales en la educación.esopenAccessColômbiatecnologias da informação e comunicaçãopandemiaeducaçãoBrecha digital en Colombia (1997-2025): acceso, uso, apropiación de las TIC y educación en pandemia