Oliveira, Ana Augusta Penteado de2026-01-292026-01-292026-01-29https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9644A presente investigação analisa o processo de formação de trabalhadoras/es em saúde no âmbito do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (PRMSF) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e de seu campo de prática (Atenção Primária à Saúde-Foz do Iguaçu), confrontando a proposta político-pedagógica do programa com a sua estruturação concreta. O objetivo geral consistiu em investigar a relação entre a lógica da uberização do trabalho, manifesta no cotidiano dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), e o papel do PRMSF como espaço potencial de resistência e/ou reprodução dessa racionalidade neoliberal. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada na perspectiva sócio-histórica, na observação participante das vivências cotidianas no contexto da residência e no ensaio teórico-crítico, utilizando-se da autoetnografia, da análise de trechos da matriz curricular do programa, como da revisão bibliográfica e documental. O desenvolvimento apontou que a estrutura atual do programa - caracterizada por uma carga horária de 60 horas semanais e incoerência em alguns componentes pedagógicos - em grande medida opera no sentido oposto ao intuito político-pedagógico do projeto, em detrimento do desenvolvimento de uma formação crítica e emancipatória. Evidenciou-se também que essa configuração tende a precarizar a formação, na qual a/o residente é subsumida/o pela racionalidade neoliberal dominante, o que fragiliza o potencial de resistência e de produção de um 'trabalho vivo em ato'. Conclui-se que o PRMSF possui um potencial de resistência calcado em sua fundamentação teórica, expressa em partes de seu Projeto Pedagógico Curricular e nos princípios da APS e do SUS. Contudo, é imperativo que a perspectiva da Educação Popular em Saúde oriente, de forma mais contundente e transversal, tudo o que é desenvolvido pelos programas de residência em saúde, transformando a residência em um território de práxis capaz de resistir à lógica do capital e reafirmar o compromisso ético do SUS em defesa da vida. Resumen La presente investigación analiza el proceso de formación de trabajadores/as de la salud en el ámbito del Programa de Residencia Multiprofesional en Salud de la Familia (PRMSF-UNILA) y de su campo de práctica (Atención Primaria de Salud - Foz do Iguaçu), confrontando la propuesta político-pedagógica del programa con su estructuración concreta. El objetivo general consistió en investigar la relación entre la lógica de la uberización del trabajo, manifiesta en el cotidiano de los servicios del Sistema Único de Salud (SUS), y el papel del PRMSF como espacio potencial de resistencia y/o reproducción de esa racionalidad neoliberal. Metodológicamente, se trata de una investigación de enfoque cualitativo, fundamentada en la perspectiva socio-histórica, en la observación participante de las vivencias cotidianas en el contexto de la residencia y en el ensayo teórico-crítico, utilizándose de la autoetnografía, del análisis de fragmentos de la matriz curricular del programa, así como de la revisión bibliográfica y documental. El desarrollo señaló que la estructura actual del programa — caracterizada por una carga horaria de 60 horas semanales e incoherencia en algunos componentes pedagógicos — opera en gran medida en el sentido opuesto al propósito político-pedagógico del proyecto, en detrimento del desarrollo de una formación crítica y emancipadora. Se evidenció también que esta configuración tiende a precarizar la formación, en la cual la/el residente es subsumida/o por la racionalidad neoliberal dominante, lo que debilita el potencial de resistencia y de producción de un "trabajo vivo en acto". Se concluye que el PRMSF posee un potencial de resistencia basado en su fundamentación teórica, expresada en partes de su Proyecto Pedagógico Curricular, en los principios de la APS y del SUS. Sin embargo, es imperativo que la perspectiva de la Educación Popular en Salud oriente, de forma más contundente y transversal, todo lo desarrollado por los programas de residencia en salud, transformando la residencia en un territorio de praxis capaz de resistir a la lógica del capital y reafirmar el compromiso ético del SUS en defensa de la vida.openAccessUNILApolíticas pedagógicasSistema Único de Saúde (Brasil)educação popularPrograma de residência multiprofissional em saúde da família (PRMSF): entre a lógica neoliberal e o cotidiano do SUS