Deitos, Miguel Bruch2025-02-282025-02-282025DEITOS, Miguel Bruch. Cinema documental, paisagem e memória na América-Latina: Canoa (México, 1976), de Felipe Cazals, e Etnocidio (México-Canadá, 1976), de Paul Leduc. 2025. 162 f. Dissertação (Mestrado em Literatura Comparada) - Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Foz do Iguaçu, 2025. Disponível em: https://dspace.unila.edu.br/. Acesso em: 28 fev. 2025.https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/8839Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Literatura Comparada.Esta dissertação resulta da análise comparatista de dois filmes mexicanos: Canoa (México, 1976), dirigido por Felipe Cazals, em contraponto com Etnocidio (México-Canadá, 1976), dirigido por Paul Leduc. Ambos denunciam a opressão política vivida por comunidades rurais distintas e se utilizam de aspectos e recursos formais de um documentário, como, por exemplo, depoimentos pessoais, recortes cenográficos em lugares autênticos e concretos (naturais ou construídos) ou, ainda, o efeito de olhares e gestos de personagens que se direcionam à câmera e se dirigem ao espectador. As discussões metodológicas referentes ao campo da Literatura Comparada fundamentam o estudo dessas obras cinematográficas, no que se refere à sua condição de instrumentos estéticos que concebem, plasmam e perenizam paisagens imaginárias latino-americanas. Portanto, como princípio metodológico, este trabalho perfaz uma ampla revisão bibliográfica para explorar o conceito e as ferramentas interpretativas de “literatura comparada” e de “paisagem”, na confluência entre poéticas comparadas e produção cinematográfica. Como ponto de inflexão discursiva, apresenta-se a fortuna crítica de ambos os cineastas. Com base nesse referencial teórico e crítico, analisam-se fragmentos sígnicos das referidas obras fílmicas, seus tratamentos estéticos e representacionais na sua relação poética com o limiar de um olhar espectatorial sobre recortes simbólicos de territórios. Resumen Esta disertación es el resultado de un análisis comparativo de dos películas mexicanas: Canoa (México, 1976), dirigida por Felipe Cazals, y Etnocidio (México-Canadá, 1976), dirigida por Paul Leduc. Ambas denuncian la opresión política que viven distintas comunidades rurales y utilizan los aspectos formales propios del documental, como testimonios personales, recortes escenográficos en lugares auténticos y concretos (naturales o construidos) así como el efecto de miradas y gestos de personajes que se vuelven hacia la cámara y el espectador. Las discusiones metodológicas en el campo de la Literatura Comparada sustentan el estudio de estas obras cinematográficas en su condición de instrumentos estéticos que conciben, plasman y perennizan paisajes imaginarios latinoamericanos. Por lo tanto, como principio metodológico, este trabajo conlleva una amplia revisión bibliográfica para explorar el concepto y las herramientas interpretativas de “literatura comparada” y “paisaje”, en la confluencia de la poética comparada y la producción cinematográfica. Como punto de inflexión discursiva, se presenta la fortuna crítica de ambos cineastas. Con base en este referencial teórico y crítico, se analizan fragmentos de las películas mencionadas, así como sus tratamientos estéticos y representacionales en su relación poética con el umbral de la mirada espectatorial sobre recortes simbólicos de territorios.viopenAccessdocumentário (Cinema)paisagensLeduc, Paul, 1942-2020Cazals, Felipe, 1937-2021Cinema documental, paisagem e memória na América-Latina: Canoa (México, 1976), de Felipe Cazals, e Etnocidio (México-Canadá, 1976), de Paul Leduc