Moraes, Paulo Rogério de2026-04-082026-04-082026-04-08https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9763Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de licenciado em Geografia - Licenciatura.O Parque Nacional do Iguaçu (PNI), Patrimônio Natural da Humanidade, constitui um laboratório crítico para analisar os limites da sustentabilidade em áreas protegidas submetidas ao turismo de massa. Esta dissertação investiga as tensões estruturais que desafiam a conservação do PNI, situando-as em sua trajetória histórica de conservação excludente e em seu contexto geopolítico de fronteira trinacional. A investigação, baseada em uma metodologia qualitativa e análise documental, estrutura-se em três partes interrelacionadas. A primeira examina a formação do parque, seu marco legal e o modelo de gestão atual, marcado pela concessão de serviços à iniciativa privada. A segunda parte aprofunda os conflitos socioambientais históricos e as pressões contemporâneas, como a expansão do agronegócio e a urbanização de Foz do Iguaçu. A terceira parte analisa criticamente os impactos ambientais do turismo de massa—erosão, poluição sonora, perturbação da fauna—e avalia a insuficiência das medidas de mitigação face a um modelo orientado pela maximização do fluxo de visitantes. Conclui-se que a sustentabilidade do PNI é inviabilizada por um paradoxo fundamental: o mandato de conservação integral é sistematicamente minado pela lógica econômica de curto prazo e por um déficit crônico de governança transfronteiriça. A superação deste impasse exige uma reengenharia do modelo de gestão, priorizando limites ecológicos rigorosos, justiça socioambiental e cooperação binacional efetiva. Resumen El Parque Nacional del Iguazú (PNI), Patrimonio de la Humanidad, constituye un laboratorio crucial para analizar los límites de la sostenibilidad en áreas protegidas sometidas al turismo masivo. Esta tesis investiga las tensiones estructurales que desafían la conservación del PNI, situándolas dentro de su trayectoria histórica de conservación excluyente y su contexto geopolítico como frontera trinacional. La investigación, basada en una metodología cualitativa y análisis documental, se estructura en tres partes interrelacionadas. La primera examina la formación del parque, su marco legal y el modelo de gestión actual, marcado por la concesión de servicios al sector privado. La segunda parte profundiza en los conflictos socioambientales históricos y las presiones contemporáneas, como la expansión de la agroindustria y la urbanización de Foz do Iguaçu. La tercera parte analiza críticamente los impactos ambientales del turismo masivo (erosión, contaminación acústica, perturbación de la fauna) y evalúa la insuficiencia de las medidas de mitigación ante un modelo orientado a maximizar el flujo de visitantes. Se concluye que la sostenibilidad del Parque Nacional Iguazú se ve socavada por una paradoja fundamental: el mandato de conservación integral se ve sistemáticamente obstaculizado por la lógica económica cortoplacista y un déficit crónico de gobernanza transfronteriza. Superar este impasse requiere una reestructuración del modelo de gestión, priorizando límites ecológicos estrictos, la justicia socioambiental y una cooperación binacional eficaz.ptopenAccessgovernançaParque Nacional do Iguaçu (PR)sustentabilidadeturismoParque Nacional do Iguaçú: desafios do turismo de massa em uma região de fronteira