Samuel, Emmanuel2026-05-052026-05-052026-05-05https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9794Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.Este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre as relações de poder, a reprodução da colonialidade como legado histórico Haiti e a resistência promovida por movimentos sociais e intelectuais haitianos. A partir da invasão de 1915, os Estados Unidos passaram a influencia diretamente as estruturas político-administrativas e econômicas do país, transformando-o em um espaço de dominação e disseminação de valores estadunidenses. Adotando a perspectiva descolonial como referencial teórico, a pesquisa analisa como a racionalidade moderna sustenta um discurso de tutela e supremacia, legitimando intervenções externas sob os pretextos de crise, instabilidade e subdesenvolvimento. Com base em metodologia qualitativa e na análise crítica de fontes primária e secundárias, o estudo busca compreender de que maneira tais discursos reforçam uma hierarquia global que marginaliza o sujeito negro/haitiano e impõe modelos culturais e políticos apresentais como universais. A hipótese central é que as crises contemporâneas no Haiti são articuladas de forma a manter o país como zona de influência dos Estados Unidos, o que se expressa por meio de sucessivas intervenções militares, golpes de Estado e do uso estratégico do medo como mecanismo de controle social e político. Nosso trabalho, assim, contribui para a compreensão das heranças coloniais e da persistência da colonialidade do poder nas dinâmicas contemporâneas sobre o Haiti. Resumen Este trabajo propone una reflexión crítica sobre las relaciones de poder, la reproducción de la colonialidad como legado histórico en Haití y la resistencia promovida por movimientos sociales e intelectuales haitianos. A partir de la invasión de 1915, Estados Unidos pasó a influir directamente en las estructuras político-administrativas y económicas del país, transformándolo en un espacio de dominación y de difusión de valores estadounidenses. Adoptando la perspectiva decolonial como marco teórico, la investigación analiza cómo la racionalidad moderna sostiene un discurso de tutela y supremacía, legitimando intervenciones externas bajo los pretextos de crisis, inestabilidad y subdesarrollo. Con base en una metodología cualitativa y en el análisis crítico de fuentes primarias y secundarias, el estudio busca comprender de qué manera dichos discursos refuerzan una jerarquía global que marginaliza al sujeto negro/haitiano e impone modelos culturales y políticos presentados como universales. La hipótesis central es que las crisis contemporáneas en Haití están articuladas de forma tal que mantienen al país como zona de influencia de Estados Unidos, lo cual se manifiesta mediante sucesivas intervenciones militares, golpes de Estado y el uso estratégico del miedo como mecanismo de control social y político. Nuestro trabajo, así, contribuye a la comprensión de las herencias coloniales y de la persistencia de la colonialidad del poder en las dinámicas contemporáneas de dominación sobre Haití.openAccessHaiticolonialidademodernidadeTeoria DescolonialA influência hegemônica dos Estados Unidos no Haiti: resistência, dinâmicas de poder e a perpetuação da colonialidade como legado histórico