Sandi, Juliana Francieli2026-01-122026-01-122026-01-12https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9578Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Políticas Públicas e Desenvolvimento.O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem se tornado um tema amplamente discutido devido ao aumento significativo nos diagnósticos, tanto em crianças quanto em adultos no Brasil. Nas últimas décadas, o crescimento das notificações e a ampliação das políticas inclusivas revelam a necessidade de compreender o fenômeno sob uma perspectiva intersetorial entre educação e saúde. O presente estudo se justifica pela carência de diagnósticos situacionais que orientem políticas públicas municipais voltadas à inclusão de pessoas com TEA, especialmente em municípios de fronteira como Foz do Iguaçu. Diante disso, o objetivo principal desta pesquisa foi realizar um diagnóstico situacional dos casos de TEA na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I público de Foz do Iguaçu, mapeando a distribuição territorial das crianças diagnosticadas com o transtorno, com o intuito de subsidiar a formulação de políticas públicas intersetoriais voltadas à inclusão escolar e ao atendimento especializado. A metodologia utilizada adotou uma abordagem quantitativa, de caráter descritivo e documental, fundamentada na análise de dados secundários provenientes das Secretarias Municipais de Educação e de Saúde, referentes aos anos de 2024 e 2025. A análise documental e estatística foi acompanhada do uso de ferramentas de georreferenciamento (QGIS 3.22) para representar a distribuição espacial dos casos e identificar desigualdades territoriais no acesso às políticas públicas.Os resultados obtidos evidenciaram que há uma concentração significativa de crianças com TEA em regiões com maior oferta de serviços públicos e escolas estruturadas, enquanto áreas periféricas apresentam menor cobertura de atendimentos educacionais e de saúde. O mapeamento territorial permitiu visualizar padrões de vulnerabilidade e revelou a importância de fortalecer a articulação intersetorial entre os setores de educação e saúde. Conclui-se que o diagnóstico situacional se mostra um instrumento fundamental para o planejamento e a gestão de políticas públicas inclusivas, contribuindo para a efetivação dos direitos das crianças com TEA e para a construção de uma rede intersetorial de apoio que promova o desenvolvimento integral e a equidade no acesso aos serviços.openAccesstranstornos do espectro autistapolíticas públicasFoz do Iguaçu (PR)mapeamentoDiagnóstico para políticas públicas de inclusão intersetorial: mapeamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação infantil e no Ensino Fundamental I público de Foz do Iguaçu (2024-2025)