OrientaçãoNava Zambrano, Ilenia Beatriz2026-01-242026-01-242026-01-23https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9632Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Biotecnologia.Estudos moleculares sobre a evolução dos carrapatos sugerem que esses ectoparasitas surgiram no período Carbonífero e, atualmente, encontram-se amplamente distribuídos em nível mundial, com maior diversidade de espécies nas regiões tropicais e subtropicais. Os carrapatos pertencem ao filo Arthropoda. A ordem Ixodida, distribuída em quatro famílias: três existentes, Ixodidae; Argasidae; e Nuttalliellidae, e uma extinta, Deinocrotonidae. No Brasil, eram conhecidas, em 2019, 70 espécies de carrapatos, sendo 47 pertencentes à família Ixodidae e 23 à família Argasidae. Os carrapatos de corpo duro recebem essa denominação devido à presença de uma placa dorsal esclerotizada. Possuem características que aumentam sua capacidade de transmitir patógenos e habitam diversos ambientes. O gênero Rhipicephalus compreende 79 espécies e é considerado tipicamente originário da África; por isso, a hipótese mais aceita é a de que R. sanguineus seja uma espécie africana disseminada mundialmente por meio de cães. Essa espécie foi descrita pela primeira vez em 1806 por Latreille. R. linnaei (Audouin, 1826), anteriormente incluída na sinonímia de R. sanguineus, foi proposta como substituição para denominar a “linhagem tropical” de R. sanguineus sensu lato. Com base nas informações disponíveis, adotou-se o uso do nome Rhipicephalus linnaei para essa linhagem. Os carrapatos do gênero Rhipicephalus são geralmente pequenos, de coloração amarelo-pálida a marrom-avermelhada, com corpo alongado e discreto dimorfismo sexual. Uma característica marcante do carrapato-marrom é a base hexagonal do capítulo. R. sanguineus sensu lato possui grande importância em saúde pública por sua capacidade de carregar, transmitir ou atuar como reservatório de diversos patógenos de relevância econômica, veterinária e humana, como Rickettsia conorii, agente da febre botonosa. Seu ciclo de vida envolve três hospedeiros, sendo o cão doméstico o preferencial em todas as fases. A embriogênese dos carrapatos envolve eventos morfogenéticos bem coordenados que determinam a posição, diferenciação e destino dos tecidos em formação. No entanto, existem poucos estudos sobre o desenvolvimento embrionário de carrapatos e, especificamente para R. linnaei, não há bibliografia descrevendo suas etapas, o que motiva a realização deste trabalho. Compreender esse processo pode ser essencial para estratégias de controle. Este estudo descreveu e mapeou morfologicamente as etapas do desenvolvimento embrionário de R. linnaei do 6º ao 10º dia, identificando estruturas e mudanças celulares-chave. Foram utilizadas dez fêmeas ingurgitadas adquiridas da empresa Ticks & Fleas, mantidas em incubadora BOD a 27 °C, umidade relativa de 61% e fotoperíodo de 12 horas. Os ovos foram coletados diariamente, em intervalos de 24 horas, mantidos nas mesmas condições e processados. Após a remoção do córion, a marcação com DAPI foi bem-sucedida. No 6º dia, os embriões apresentaram características do estágio 7, como a formação da banda germinativa e estabelecimento do eixo dorso-ventral. entre o 6° e o 7º dia, observou-se o estágio 8, com presença do sulco ventral e início da diferenciação dos primórdios dos apêndices. Entre o 7º e o 8º dia, as características se encaixam no estágio 9, com crescimento dos apêndices e segmentações mais evidentes, e o quarto par de pernas com tamanho reduzido. No 9º e 10º dia, é documentada a progressão para o estágio 10, com alongamento dos primeiros três pares de pernas, maior organização cefálica, evidência do hipostômio e início do fechamento do sulco ventral, além da diferenciação entre prossoma e opistossoma.openAccessDESENVOLVIMENTO E ESTAGIAMENTO EMBRIONÁRIO DO CARRAPATO VERMELHO DO CÃO, Rhipicephalus linnaei (Audouin, 1826)(Acari: Ixodidae), DO SEXTO AO DÉCIMO DIA.