Miranda, Larissa Xavier de2025-03-242025-03-242025https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/8950Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Saúde Coletiva.Os universitários vivenciam mudanças significativas ao ingressarem na universidade, em especial ao afastarem-se do ambiente familiar e migrarem para outras cidades, enfrentando um período de transição que pode trazer impactos na sua vidas, e efeitos na saúde física e mental, com aumento da prevalência de doenças mentais como a ansiedade e a depressão. O objetivo é avaliar a prevalência de ansiedade entre estudantes universitários e os fatores associados. Foi realizado estudo transversal entre dezembro de 2023 e agosto de 2024 com estudantes universitários. Sendo utilizados os instrumentos PHQ-9 e GAD-7 para medir depressão e ansiedade respectivamente e o HSE-T que mede o estresse relacionado à organização do Trabalho, porém testou-se nos alunos com mudança de algumas frases. Calculou-se as proporções e porcentagens das variáveis categóricas e as medidas de tendência central e de dispersão para as variáveis contínuas. Comparou-se os grupos das variáveis categóricas com os testes de qui quadrado e exato de Fisher; para as médias e medianas utilizou-se repetidamente o teste t-student e o Kruskal-Wallis. Para avaliar as associações foram confirmadas com regressão para distribuição de Poisson-Twedee. Dos 6919 estudantes da instituição responderam 115 tendo-se uma adesão ao estudo de 2,8%. Os alunos têm idade média (Desvio Padrão DP) de 26,7 (±6,01) anos; são principalmente mulheres (60,5%), auto referindo-se Cisgênero Mulher (56,5%), brasileiros (64%%), de raça/cor branca e negra (44%), com estado civil Solteiro/ Separado/Divorciado (88,5%), média de escolaridade de 16,33 (±3,35) e renda média per capita 1670,11 (±2454,3) reais. A maioria (93,5%) não têm filhos e moram fora da casa dos pais (69,5%). A média no PHQ-9 foi de 11,16 (±7,30) e no GAD-7 de 10,87 (±5,66) pontos, encontrando-se proporções de depressão de 78% e de ansiedade 85% entre os participantes. Em relação aos fatores associados negativamente com a ansiedade encontremos sexo feminino (OR 3,54 IC95% 1,18 – 10,62), sofrer de depressão (OR 9,86 IC95% 3,36 – 28,99), e o uso de medicamento sendo proxy de sofrer de alguma doença (OR 5,32 IC95% 1,44 – 9,57), e positivamente ter filhos (OR 3,54 IC95% 1,18 - 1062). A proporção de estudantes com transtornos mentais é alta (superior a 50%), encontrando como fator protetor o ter filhos, porém estudantes do sexo feminino, com depressão ou que referiram tomar medicamentos por ter diagnóstico de doença apresentam maior chance de sofrer de ansiedade. Resumen Los estudiantes experimentan cambios significativos al ingresar a la universidad, especialmente cuando se alejan de su entorno familiar y se trasladan a otras ciudades, enfrentándose a un periodo de transición que puede tener repercusiones en sus vidas y efectos en su salud física y mental, con un aumento de la prevalencia de enfermedades mentales como la ansiedad y la depresión. Evaluar la prevalencia de ansiedad en estudiantes universitarios y factores asociados. Método: Se realizó un estudio transversal entre diciembre de 2023 y agosto de 2024 entre estudiantes universitarios. Los instrumentos PHQ-9 y GAD-7 se utilizan para medir depresión y ansiedad respectivamente y el HSE-T que mide el estrés relacionado con la organización del trabajo, sin embargo, se está probando entre estudiantes con cambios en algunas frases. Calculamos las proporciones y porcentajes de las variables categóricas y las medidas de tendencia central y dispersión para las variables continuas. Compararemos los grupos de variables categóricas utilizando las pruebas de chi-cuadrado y exacta de Fisher; para las medias utilizamos t de Student e para medianas o teste de Kruskal-Wallis. Para evaluar los fatores asociados a la ansiedad realizamos regresión logística. De los 6919 estudiantes de la institución, solo respondieron 115, resultando en una tasa de adherencia al estudio del 2,8%. Los estudiantes tienen una edad media (Desviación Estándar DE) de 26,7 (±6,01) años; son predominantemente mujeres (60,5%), auto referidas como Mujer Cisgénero (56,5%), brasileñas (64%%), de raza/color blanca y negra (44%), con estado civil Soltera/Separada/Divorciada (88,5%), nivel medio de escolaridad de 16,33 (±3,35) y renta per cápita media de 1670,11 (±2454,3) reales. La mayoría (93,5%) no tiene hijos y vive fuera del hogar de sus padres (69,5%). La puntuación media del PHQ-9 fue 11,16 (±7,30) y la puntuación del GAD-7 fue 10,87 (±5,66), con tasas de depresión del 78% y de ansiedad del 85% entre los participantes. Respecto a los factores asociados negativamente a la ansiedad encontramos el sexo femenino (OR 3,54 IC95% 1,18 – 10,62), padecer depresión (OR 9,86 IC95% 3,36 – 28,99), y el uso de medicación siendo un proxy de padecer alguna enfermedad (OR 5,32 IC95% 1,44 – 9,57), y positivamente tener hijos (OR 3,54 IC95% 1,18 – 1062). Conclusión: La proporción de estudiantes con trastornos mentales es alta (más del 50%), encontrándose como fator protector el tener hijos. Sin embargo, los estudiantes de sexo femenino, aquellos con depresión o que reportaron tomar medicación debido a un diagnóstico de enfermedad tienen mayor probabilidad de sufrir ansiedad.viopenAccesssaúde mentalsaúde físicauniversitáriosdoenças mentaisPrevalência de ansiedade e fatores associados entre estudantes universitários da graduação - UNILA 2024-2025