Joseph, Patrick2026-08-042026-08-042026-08-04https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9960Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Integração Latino-Americana.Este trabalho analisa a política imperial dos Estados Unidos no Haiti a partir do conceito de colonialidade do poder, buscando compreender as dinâmicas históricas e contemporâneas de dominação, intervenção e controle exercidas sobre o país. O estudo parte da ocupação americana do Haiti (1915–1934), destacando a criação da Gendarmarie d’Haiti posteriormente Gare d’Haiti como instrumento central da estratégia imperial de controle, repressão e neutralização das resistências populares, em estreita colaboração com elites e agentes locais. A pesquisa aprofunda a relação entre o imperialismo estadunidense, as forças armadas haitianas e a renúncia progressiva da soberania nacional, examinando como o consentimento à dominação externa foi construído não apenas no plano político e econômico, mas sobretudo no campo militar. Com foco no período de 1991 a 2004, marcado pela trajetória política de Jean-Bertrand Aristide, a dissertação interpreta o golpe de Estado de 1991, a intervenção internacional de 1994 e a deposição de Aristide em 2004 como expressões da limitação estrutural da soberania haitiana diante de projetos populares de transformação social. A partir de uma perspectiva teórica descolonizadora e anti-colonial, o trabalho analisa como as heranças do colonialismo se reatualizam por meio de intervenções externas, mecanismos de tutela internacional, dependência econômica e da atuação de elites alinhadas a interesses estrangeiros, sob o discurso da incapacidade do Haiti de se autogovernar. Por fim, o estudo examina se essas relações de colonialidade foram transformadas, intensificadas ou reconfiguradas com a entrada de novos atores da comunidade internacional, particularmente a MINUSTAH a partir de 2004. Ao destacar também as formas de resistência política e social desenvolvidas no período, o estudo compreende o anti- imperialismo como prática histórica e horizonte político, contribuindo para uma leitura crítica do Estado haitiano e dos limites da democracia liberal em contextos póscoloniais. Resumen Este trabajo analiza la política imperial de Estados Unidos en Haití desde la perspectiva del concepto de colonialidad del poder, buscando comprender las dinámicas históricas y contemporáneas de dominación, intervención y control ejercidas sobre el país. El estudio comienza con la ocupación estadounidense de Haití (1915-1934), destacando la creación de la Gendarmería de Haití, posteriormente Garde d’Haiti, como instrumento central de la estrategia imperial de control, represión y neutralización de la resistencia popular, en estrecha colaboración con las élites y los agentes locales. La investigación profundiza en la relación entre el imperialismo estadounidense, las fuerzas armadas haitianas y la progresiva renuncia a la soberanía nacional, examinando cómo se construyó el consentimiento a la dominación externa no solo en el ámbito político y económico, sino sobre todo en el ámbito militar. Centrada en el período de 1991 a 2004, marcado por la trayectoria política de Jean-Bertrand Aristide, esta tesis interpreta el golpe de Estado de 1991, la intervención internacional de 1994 y la destitución de Aristide en 2004 como expresiones de las limitaciones estructurales de la soberanía haitiana frente a los proyectos populares de transformación social. Desde una perspectiva teórica decolonizadora y anti-colonial, el trabajo analiza cómo los legados del colonialismo se reactualizan a través de intervenciones externas, mecanismos de tutela internacional, dependencia económica y las acciones de élites alineadas con intereses extranjeros, bajo el discurso de la incapacidad de Haití para autogobernarse. Finalmente, el estudio examina si estas relaciones colonialesse transformaron, intensificaron o reconfiguraron con la entrada de nuevos actores de la comunidad internacional, en particular la MINUSTAH a partir de 2004. Al destacar también las formas de resistencia política y social desarrolladas durante este período, el estudio comprende el antiimperialismo como una práctica histórica y un horizonte político, contribuyendo a una lectura crítica del Estado haitiano y los límites de la democracia liberal en contextos poscoloniales.openAccessresistênciaHaiticolonialidadeAristide, Jean-Bertrand, 1953-Colonialidade do poder e dominação imperial estadunidense no Haiti: práticas coloniais, resistência e anti-imperialismo no período Jean-Bertrand Aristide (1991–2004)