Oliveira, Camila Vaz de2025-03-242025-03-242025https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/8958Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Biotecnologia.Existem normas de biossegurança para subsistência, a Instrução Normativa nº 4 delimita a distância necessária o isolamento dos cultivos geneticamente modificados GM com o intuito de evitar a contaminação genética. Este fator ameaça a agrobiodiversidade especialmente em microcentros de diversidade, onde a preservação é essencial. A contaminação genética por milho Bt é uma preocupação devido à sua dispersão do pólen. O presente estudo foi realizado no município de Anchieta - Santa Catarina, um microcentro de diversidade da espécie de milho Zea mays L., tendo como objetivo principal investigar eventos presença de contaminação de evento transgênico Bt e propor estratégias para cenários de contaminação, bem como a conservação das variedades crioulas. A metodologia adotada contempla entrevistas com dez agricultores rurais para caracterização socioeconômica, para a seleção das variedades crioulas cultivadas e teste de detecção da proteína Cry1Ab por meio do kit diagnóstico QuickStix (Envirologix). Como parte do estudo, também foi realizado um workshop apresentando estratégias de enfrentamento em caso de contaminação. Os resultados mostraram que a maioria dos agricultores é de homens idosos, com mais de 70 anos de experiência na região, embora a distribuição etária se mostrasse variada, possuindo pequenas propriedades (entre 5 e 10 hectares). O solo pedregoso e o estilo de manejo de propriedade familiar reforçam a necessidade de variedades adaptadas às condições locais. Foram dez variedades crioulas testadas, sendo que as mesmas foram obtidas em maior parte por trocas entre vizinhos e ações de entidades públicas. As variedades foram caracterizadas por ciclos de cultivo tardios e prolificidade variável, utilizadas para produção de farinha, alimentação animal e consumo doméstico. Em termos de contaminação genética, apenas a variedade Paulistinha indicou a presença da proteína Cry1Ab, evidenciando a vulnerabilidade dos métodos de isolamento, espacial e temporal. Estratégias adotadas pelos agricultores para mitigar o problema, como isolamento temporal (intervalos de 20 a 40 dias entre plantios) e isolamento espacial (distâncias acima de 400 metros), podem não ser medidas totalmente eficazes para a proteção. A partir das informações obtidas, dispõe-se a compreensão da dinâmica envolvendo as práticas, ressaltando dessa maneira a necessidade de políticas públicas que garantam a preservação das variedades crioulas e de formulações de estratégias de enfrentamento e conscientização. Resumen Existen normas de bioseguridad para la subsistencia, la Instrucción Normativa nº 4 define la distancia necesaria para el aislamiento de cultivos transgénicos geneticamente modificados a fin de evitar la contaminación genética. Este factor amenaza la agrobiodiversidad especialmente en los microcentros de diversidad, donde la conservación es esencial. La contaminación genética por maíz Bt es una preocupación debido a su dispersión de polen. El presente estudio se realizó en el municipio de Anchieta – Santa Catarina, microcentro de diversidad de la especie de maíz Zea mays L., con el objetivo principal de investigar eventos de contaminación por un evento transgénico Bt y proponer estrategias para escenarios de contaminación, así como la conservación de variedades criollas. La metodología adoptada incluye entrevistas a diez agricultores rurales para la caracterización socioeconómica, para la selección de variedades criollas cultivadas y prueba de detección de la proteína Cry1Ab utilizando el kit de diagnóstico QuickStix (Envirologix). Como parte del estudio también se realizó un taller donde se presentaron estrategias de afrontamiento en caso de contaminación. Los resultados mostraron que la mayoría de los agricultores son hombres de edad avanzada, con más de 70 años de experiencia en la región, aunque la distribución por edad fue variada, siendo propietarios de propiedades pequeñas (entre 5 y 10 hectáreas). El suelo pedregoso y el estilo de gestión agrícola familiar refuerzan la necesidad de variedades adaptadas a las condiciones locales. Se probaron diez variedades criollas, obtenidas en su mayoría mediante intercambios entre vecinos y acciones de entidades públicas. Las variedades se caracterizaron por ciclos de cultivo tardíos y prolificidad variable, utilizándose para producción de harina, alimentación animal y consumo doméstico. En términos de contaminación genética, sólo la variedad Paulistinha indicó la presencia de la proteína Cry1Ab, destacando la vulnerabilidad de los métodos de aislamiento, tanto espacial como temporal. Las estrategias adoptadas por los agricultores para mitigar el problema, como el aislamiento temporal (intervalos de 20 a 40 días entre plantaciones) y el aislamiento espacial (distancias superiores a 400 metros), pueden no ser medidas totalmente efectivas de protección. A partir de la información obtenida, se dispone de uma comprensión de la dinámica que involucra las prácticas, evidenciándose la necesidad de políticas públicas que garanticen la preservación de las variedades criollas y la formulación de estrategias para enfrentarlas y sensibilizarlas.viopenAccessorganismos transgênicosagricultoresagrobiodiversidadecontaminaçãoAnálise de contaminação transgênica Bt em variedades crioulas de milho (Zea mays L.) de um microcentro de diversidade da espécie