OrientaçãoPerez, Alice Vazarin2026-04-122026-04-122026-03https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9769Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Relações Internacionais da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Relações Internacionais.Este trabalho tem como objetivo entender o papel dos movimentos sociais de mulheres na construção da paz a fim do desenvolvimento de uma teoria de paz feminista interseccional, tendo como base as discussões encabeçadas pela Cumbre Nacional de Mujeres y Paz no contexto das negociações do Acordo Final entre o governo colombiano e as FARC-EP. Para isso, o texto se apoia na teoria dos Estudos para a Paz, a fim de desenvolver os antecedentes da ideia de uma paz feminista, além de desenvolver os pontos mais importantes dos pensamentos feministas latino-americanos. Junto a isso, é desenvolvido o conceito de interseccionalidade e as diferentes formulações discursivas presentes na América Latina, a fim de contribuir teoricamente na ampliação das formas de pensar os imbricamentos das desigualdades, colocando em foco outros pontos de análise, relacionando a luta prática dos movimentos sociais de mulheres sobre paz para a construção de teorias únicas. A segunda parte do trabalho se debruça no contexto colombiano, entendendo como o desenvolvimento do Estado Colombiano levou a uma sequência de processos de violência e inseguranças para com a sociedade civil que desencadeou a formação das guerrilhas e o florescimento do conflito, que perdurou por mais de 40 anos. Além disso, o capítulo analisa o Acordo Final discutido e firmado entre o governo colombiano e as FARC-EP e o papel dos movimentos sociais e da sociedade civil em tal processo. Por fim, o trabalho finaliza analisando especificamente o papel da Cumbre Nacional de Mujeres y Paz no cenário de construção de um acordo de resolução de conflitos, onde ela se instaura com o objetivo de inserir as questões das mulheres e do gênero nas discussões, possibilitando entender, de maneira inovadora, como as teorias conseguem ser construídas por meio de processos críticos e participativos, no qual, com sua diversidade de organizações e temáticas pertinentes, as tomadas de decisões foram carregadas de diferentes contextos de lutas e, assim, possibilitaram pensar em uma paz feministas interseccional, ou intrinsecamente imbricada.openAccessEstudos para a PazFeminismosInterseccionalidadeColômbiaCumbre Nacional de Mujeres y PazDESENVOLVENDO UMA PAZ FEMINISTA INTERSECCIONAL: O PAPEL DA CUMBRE NACIONAL DE MUJERES Y PAZ NAS NEGOCIAÇÕES DO ACORDO DE PAZ COLOMBIANO (2013 - 2016)