Rocha, Eduardo Henrique Claudino2026-04-072026-04-072026-04-07https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9759Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História.Esta dissertação analisa o papel da idolatria na formulação e na aplicação de estratégias missionárias da Companhia de Jesus no século XVII, a partir de um estudo comparativo entre José de Acosta e Antonio Ruiz de Montoya. O trabalho parte da hipótese de que a demonização das práticas religiosas indígenas constituiu um elemento estruturante do projeto evangelizador, articulando justificações teológicas, mecanismos de autoridade e procedimentos de reorganização cultural. A investigação busca responder se a idolatria funcionou, nesses autores, como fundamento efetivo da ação missionária ou se operou predominantemente como construção discursiva. A pesquisa utiliza referenciais da história cultural das ideias e das práticas religiosas, examinando diferenças e convergências entre um modelo produzido em espaço central, representado por Acosta no Vice-Reino do Peru e no Terceiro Concílio de Lima, e um modelo desenvolvido em região de fronteira, representado por Montoya no Guairá. São considerados elementos como as noções de barbárie, ignorância, demonização, acomodação e tradução linguística, bem como as condições políticas e pastorais que orientaram a atuação de cada missionário. A análise de De Procuranda Indorum Salute, Historia natural y moral de las Indias, Conquista espiritual e do Catecismoguarani mostra que ambos os autores compartilham uma matriz teológica que relaciona idolatria e ação demoníaca, embora a operacionalização dessa matriz varie de acordo com o contexto. Em Acosta prevalece um modelo normativo e classificatório; em Montoya, a demonização se articula ao uso da língua indígena, à disciplina comunitária e às dinâmicas próprias da missão de fronteira. Conclui-se que a lógica que articula demonização e evangelização estruturou práticas e discursos, assumindo configurações distintas em função das realidades em que os autores atuaram. Resumen Esta investigación analiza el papel de la idolatría en la formulación y en la aplicación de las estrategias misionales de la Compañía de Jesús en el siglo XVII, a partir de un estudio comparativo entre José de Acosta y Antonio Ruiz de Montoya. La hipótesis central sostiene que la demonización de las prácticas religiosas indígenas constituyó un elemento estructurante del proyecto evangelizador, articulando justificaciones teológicas, mecanismos de autoridad y procedimientos de reorganización cultural. El trabajo busca determinar si la idolatría operó, en estos autores, como fundamento efectivo de la acción misional o si actuó predominantemente como construcción discursiva. La investigación se apoya en referencias de la historia cultural de las ideas y de las prácticas religiosas, y examina diferencias y convergencias entre un modelo elaborado en un espacio central — representado por Acosta en el Virreinato del Perú y en el Tercer Concilio Limense— y un modelo desarrollado en una región de frontera —representado por Montoya en el Guairá. Se consideran elementos como las nociones de barbarie, ignorancia, demonización, acomodación y traducción lingüística, así como las condiciones políticas y pastorales que orientaron la actuación de cada misionero. El análisis de De Procuranda Indorum Salute, Historia natural y moral de las Indias, Conquista espiritual y del Catecismo guaraní indica que ambos autores comparten una matriz teológica que relaciona idolatría y acción demoníaca, aunque su operacionalización varía según el contexto histórico. En Acosta prevalece un modelo normativo y clasificatorio; en Montoya, la demonización se articula al uso de la lengua indígena, a la disciplina comunitaria y a las dinámicas propias de la misión de frontera. Se concluye que la articulación entre demonización y evangelización estructuró prácticas y discursos, adoptando configuraciones distintas según las realidades en las que cada autor actuó.openAccessidolatriaJesuítas - Missõesdemônioalteridade indígenaDemonizar para evangelizar: a idolatria na missão jesuítica de José de Acosta e Antonio Ruiz de Montoya no Século XVII