Alessi, Bianca Lima2025-12-192025-12-192025-12-19https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9495A Síndrome Metabólica (SM) é um conjunto de alterações metabólicas inter-relacionadas que aumentam substancialmente o risco de doenças cardiovasculares. No contexto da infância e adolescência, a definição diagnóstica é menos estabelecida, mas a patogênese envolve acúmulo de gordura visceral, desregulação hormonal e inflamação crônica, agravados por fatores genéticos e epigenéticos em contextos de trauma e vulnerabilidade social. Dada a escassez de dados epidemiológicos diretos com crianças em situação de vulnerabilidade, este trabalho consiste em uma revisão narrativa com o objetivo de investigar a relação entre a vulnerabilidade social na infância e o desenvolvimento da SM. A metodologia envolveu a revisão de diretrizes, artigos fisiopatológicos e oito estudos epidemiológicos extraídos de bases como PubMed, SciELO e Google Scholar, utilizando descritores relacionados a maus tratos e adversidades na infância. Os resultados da revisão indicaram que crianças expostas a condições de vulnerabilidade social apresentaram maior prevalência de fatores de risco para SM, como obesidade, hipertensão e resistência à insulina. Contudo, a maioria dos estudos analisados concentra-se nos efeitos dessas adversidades na vida adulta, destacando uma lacuna de dados sobre os efeitos metabólicos diretos na infância e adolescência. A obesidade central e a resistência à insulina foram identificadas como fatores-chave na patogênese da SM, frequentemente observados em populações vulneráveis. Conclui-se que a vulnerabilidade social é um fator significativo e relevante para o risco cardiometabólico e o desenvolvimento de fatores da SM, ressaltando a necessidade de mais investigações precoces para embasar intervenções.openAccessSíndrome MetabólicavulnerabilidadeinfânciaobesidadeVulnerabilidade social na infância e o desenvolvimento de síndrome metabólica