Hanel, Isadora Candido2026-01-132026-01-132026-01-13https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9580O Diabetes Mellitus tipo 2 (DMII) e a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) são doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) intimamente associadas a processos inflamatórios e de estresse oxidativo, que podem gerar danos genéticos. A análise desses danos por meio da avaliação frequência de micronúcleos (MN) tem se mostrado uma ferramenta útil para o biomonitoramento. Neste contexto, este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de MN na mucosa oral e em eritrócitos de indivíduos cadastrados no programa HIPERDIA, em Unidades Básicas de Saúde de Foz do Iguaçu/PR, a fim de identificar o melhor biomarcador de genotoxicidade entre os tipos celulares analisados. Foram incluídos 96 participantes com idade ≥ 35 anos, distribuídos em seis grupos: controle, DMII, pré-diabetes, HAS, DMII+HAS e préDMII+HAS. As lâminas foram preparadas e analisadas segundo critérios citogenéticos padronizados. Análises estatísticas foram conduzidas e revelaram que não houve diferença significativa entre os sexos, mas observou-se associação positiva entre DMII e aumento da frequência de MN, principalmente nas células da mucosa oral, reforçando o papel dessa doença na instabilidade genômica. A DMII mostrou-se o principal fator de genotoxicidade, potencializado pela coexistência de HAS. Concluise que o teste de MN em mucosa oral é um método simples, acessível e sensível para o biomonitoramento de pacientes com DCNTs, com potencial aplicação na Atenção Primária à Saúde e em estratégias do SUS voltadas à prevenção de complicações metabólicas e genéticas. Resumen La diabetes mellitus tipo 2 (DM2) y la hipertensión arterial sistémica (HAS) son enfermedades crónicas no transmisibles (ECNT) estrechamente relacionadas con procesos inflamatorios y de estrés oxidativo, que pueden generar daños genéticos. El análisis de estos daños mediante la evaluación de la frecuencia de micronúcleos (MN) ha demostrado ser una herramienta útil para el biomonitoreo. En este contexto, el objetivo de este estudio fue evaluar la frecuencia de MN en la mucosa oral y en los eritrocitos de individuos inscritos en el programa HIPERDIA, en Unidades Básicas de Salud de Foz do Iguaçu/PR, con el fin de identificar el mejor biomarcador de genotoxicidad entre los tipos celulares analizados. Se incluyeron 96 participantes con edad ≥ 35 años, distribuidos en seis grupos: control, DMII, prediabetes, HTA, DMII+HTA y pre-DMII+HTA. Las láminas se prepararon y analizaron según criterios citogenéticos estandarizados. Se realizaron análisis estadísticos que revelaron que no hubo diferencias significativas entre los sexos, pero se observó una asociación positiva entre la DMII y el aumento de la frecuencia de MN, principalmente en las células de la mucosa oral, lo que refuerza el papel de esta enfermedad en la inestabilidad genómica. La DMII se mostró como el principal factor de genotoxicidad, potenciado por la coexistencia de HAS. Se concluye que la prueba de MN en la mucosa oral es un método sencillo, accesible y sensible para el biomonitoreo de pacientes con DCNT, con potencial aplicación en la Atención Primaria de Salud y en estrategias del Sistema Único de Salud (SUS) orientadas a la prevención de complicaciones metabólicas y genéticas.openAccessdiabeteshipertensão arterialFoz do Iguaçu (PR)genéticaMicronúcleo como estratégia de biomonitoramento de pacientes do programa HIPERDIA