Velásquez Mass, Jeanpaul2026-01-212026-01-212026-01-21https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9617Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Especialização em Gestão em Saúde, do Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em Gestão em Saúde.A vigilância em saúde constitui função essencial do Sistema Único de Saúde, orientada pela coleta, análise e disseminação sistemática de informações para a tomada de decisões em saúde pública e para a resposta oportuna frente a riscos sanitários. No Paraná, entre 2016 e 2025, o campo da vigilância enfrentou sucessivos desafios epidemiológicos, como epidemias de arboviroses, reemergência do sarampo, circulação da febre amarela e a pandemia de COVID-19, o que exigiu estratégias integradas entre os modelos ativo e passivo. Esse movimento contribui para fortalecer redes regionais e nacionais de vigilância, expandindo a articulação de políticas locais às tendências globais de preparação, prevenção e controle de emergências sanitárias. Nesse contexto, políticas e programas como a Política Nacional de Vigilância em Saúde e o Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância em Saúde foram determinantes para aprimorar a capacidade de detecção precoce, monitoramento e resposta do sistema estadual. Objetivos: Analisar criticamente as estratégias de vigilância em saúde desenvolvidas no Paraná (2016–2025), com foco na articulação entre os modelos ativo e passivo, identificando avanços, limites e contribuições para a para a detecção precoce de agravos e resposta oportuna, identificar fundamentos conceituais e normativos da vigilância em saúde relevantes ao tema, caracterizar a operacionalização dos modelos das vigilâncias no Paraná e examinar potenciais e limites da articulação, com atenção a subnotificação, desigualdade de capacidade ou integração tecnológica. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura e de documentos técnico-normativos de 2016 a 2025, incluindo marcos federais e estaduais, artigos científicos, relatórios institucionais e publicações da OPAS/OMS, buscando integrar dimensões conceituais, normativas e operacionais com base em abordagem qualitativa. Resultados: Os resultados indicam que a integração entre vigilância ativa e passiva aumentou a efetividade da vigilância epidemiológica, especialmente quando vinculada à Atenção Primária à Saúde, fortalecendo o papel dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate a Endemias como sensores territoriais. Entre os avanços, destacam-se a atualização da lista nacional de notificação compulsória (Portaria GM/MS nº 6.734/2025), o fortalecimento da vigilância laboratorial e genômica conduzida pelo LACEN-PR, a atuação do CIEVS-PR, a implementação de painéis digitais de Business Intelligence e o financiamento do PROVIGIA/PR, que qualificou equipes e infraestrutura. Ainda assim, persistem desafios como a subnotificação, a desigualdade regional, a limitação da interoperabilidade entre sistemas de informação e a sobrecarga das equipes locais. Considerações Finais: A articulação entre vigilância ativa e passiva consolidou-se como eixo estruturante da vigilância em saúde no Paraná, promovendo respostas mais rápidas, sensíveis e equânimes. O fortalecimento dessa integração requer investimentos sustentáveis, aprimoramento tecnológico, interoperabilidade informacional e valorização da Atenção Primária como núcleo sensorial e executor das ações de vigilância. Recomenda-se a ampliação de pesquisas sobre o tema para subsidiar políticas de gestão que versam sobre a integração das vigilâncias. Resumen La vigilancia en salud constituye una función esencial del Sistema Único de Salud, orientada a la recolección, el análisis y la difusión sistemática de información para la toma de decisiones en salud pública y para la respuesta oportuna frente a riesgos sanitarios. En Paraná, entre 2016 y 2025, el campo de la vigilancia enfrentó sucesivos desafíos epidemiológicos, como epidemias de arbovirosis, reemergencia del sarampión, circulación de la fiebre amarilla y la pandemia de COVID-19, lo que exigió estrategias integradas entre los modelos activo y pasivo. Este movimiento contribuyó a fortalecer las redes regionales y nacionales de vigilancia, ampliando la articulación de las políticas locales con las tendencias globales de preparación, prevención y control de emergencias sanitarias. En este contexto, políticas y programas como la Política Nacional de Vigilancia en Salud y el Programa Estatal de Fortalecimiento de la Vigilancia en Salud fueron determinantes para mejorar la capacidad de detección precoz, monitoreo y respuesta del sistema estatal. Objetivos: Analizar críticamente las estrategias de vigilancia en salud desarrolladas en Paraná (2016–2025), con foco en la articulación entre los modelos activo y pasivo, identificando avances, limitaciones y contribuciones para la detección precoz de daños y la respuesta oportuna; identificar fundamentos conceptuales y normativos de la vigilancia en salud relevantes para el tema; caracterizar la operacionalización de los modelos de vigilancia en Paraná; y examinar potencialidades y limitaciones de dicha articulación, con atención a la subnotificación, la desigualdad de capacidad o la integración tecnológica. Metodología: Se trata de una revisión narrativa de la literatura y de documentos técnico-normativos del período 2016 a 2025, que incluye marcos federales y estatales, artículos científicos, informes institucionales y publicaciones de la OPS/OMS, buscando integrar dimensiones conceptuales, normativas y operacionales con base en un enfoque cualitativo. Resultados: Los resultados indican que la integración entre la vigilancia activa y la pasiva aumentó la efectividad de la vigilancia epidemiológica, especialmente cuando está vinculada a la Atención Primaria de Salud, fortaleciendo el papel de los Agentes Comunitarios de Salud y de los Agentes de Combate a Endemias como sensores territoriales. Entre los avances, se destacan la actualización de la Lista Nacional de Notificación Obligatoria (Portaría GM/MS nº 6.734/2025), el fortalecimiento de la vigilancia de laboratorio y genómica conducida por el LACEN-PR, la actuación del CIEVS-PR, la implementación de paneles digitales de Business Intelligence y el financiamiento del PROVIGIA/PR, que calificó equipos e infraestructura. Aun así, persisten desafíos como la subnotificación, la desigualdad regional, la limitación de la interoperabilidad entre los sistemas de información y la sobrecarga de los equipos locales. Consideraciones finales: La articulación entre la vigilancia activa y la pasiva se consolidó como eje estructurante de la vigilancia en salud en Paraná, promoviendo respuestas más rápidas, sensibles y equitativas. El fortalecimiento de esta integración requiere inversiones sostenibles, mejoras tecnológicas, interoperabilidad informacional y valorización de la Atención Primaria como núcleo sensorial y ejecutor de las acciones de vigilancia. Se recomienda ampliar las investigaciones sobre el tema para subsidiar políticas de gestión que aborden la integración de las vigilancias.viSistema Único de Saúde (Brasil)Atenção Primária à Saúdevigilância em saúdeEpidemiologiaAnálise crítica das estratégias de vigilância em saúde no Paraná (2016–2025): articulação entre modelos ativo e passivo no SUS