Costa, Laura Beatriz dos Santos2026-07-232026-07-232026-07-23https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9918Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ciências da Vida e da Natureza da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Biotecnologia.A resistência antimicrobiana representa uma das maiores ameaças à saúde pública global, exemplificada por patógenos como Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), que desafiam os tratamentos convencionais. Neste cenário, a Terapia Fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) emerge como uma alternativa promissora, utilizando a interação entre luz, oxigênio e um fotossensibilizador (FS) para gerar espécies reativas de oxigênio (EROs) que causam dano celular oxidativo inespecífico, dificultando a seleção de cepas resistentes. O presente trabalho teve como objetivo a obtenção de um fotossensibilizador da classe de bacterioclorinas (Bacterioclorina Fitil), a qual foi obtida da bactéria Rhodopseudomonas faecalis. Os ensaios de fotoinativação contra S. aureus exploraram variáveis como os tempos de incubação pré-irradiação, que foram de 20 e 40 minutos, nas concentrações de 1, 10, 100 e 200 µM. Também foram avaliados duas fontes de irradiação com diferentes comprimentos de onda, que foram 760 nm e 780 nm, com doses de luz de 30 e 45 J/cm2 . A bacterioclorina Fitil não apresentou inativação do microrganismo nas concentrações de 1 e 10 µM nas doses de luz de 30 e 45 J/cm2 . Já nas concentrações de 100 e 200 µM e nas doses de luz de 30 e 45 J/cm2 , mostrou uma redução de aproximadamente 1 log quando comparado com o controle, tanto para a fonte de iluminação de 760 nm quanto para a de 780 nm, demonstrando que as duas fontes de iluminação podem ser utilizadas para esta classe de compostos. No que se refere aos tempos de incubação do fotossensibilizador, as condições testadas de 20 e 40 minutos não apresentaram resultados distintos, indicando que ambos os tempos de incubação são adequados para a fotoinativação de S. aureus. Este estudo contribui para o entendimento dos fatores que podem afetar na fotoinativação de microrganismos multirresistentes, concluindo que as duas fontes de iluminação bem como os dois tempos de incubação testados, não alteram o crescimento do microrganismo. Resumen La resistencia antimicrobiana representa una de las mayores amenazas para la salud pública global, ejemplificada por patógenos como Staphylococcus aureus resistente a la meticilina (MRSA), que desafían los tratamientos convencionales. En este escenario, la Terapia Fotodinámica antimicrobiana (TFDa) emerge como una alternativa prometedora, utilizando la interacción entre luz, oxígeno y un fotosensibilizador (FS) para generar especies reactivas de oxígeno (ROS) que causan daño celular oxidativo inespecífico, dificultando la selección de cepas resistentes. El presente trabajo tuvo como objetivo la obtención de un fotosensibilizador de la clase de las bacterioclorinas (Bacterioclorina Fitil), la cual fue obtenida de la bacteria Rhodopseudomonas faecalis. Los ensayos de fotoinactivación contra S. aureus exploraron variables como los tiempos de incubación pre-irradiación, que fueron de 20 y 40 minutos, en las concentraciones de 1, 10, 100 y 200 µM. También se evaluaron dos fuentes de irradiación con diferentes longitudes de onda, 760 nm y 780 nm, con dosis de luz de 30 y 45 J/cm². La Bacterioclorina Fitil no presentó inactivación del microorganismo en las concentraciones de 1 y 10 µM en las dosis de luz de 30 y 45 J/cm². Sin embargo, en las concentraciones de 100 y 200 µM y en las dosis de luz de 30 y 45 J/cm², mostró una reducción de aproximadamente 1 log en comparación con el control, tanto para la fuente de iluminación de 760 nm como para la de 780 nm, demostrando que ambas fuentes de iluminación pueden ser utilizadas para esta clase de compuestos. En lo que se refiere a los tiempos de incubación del fotosensibilizador, las condiciones probadas de 20 y 40 minutos no presentaron resultados distintos, indicando que ambos tiempos son adecuados para la fotoinactivación de S. aureus. Este estudio contribuye al entendimiento de los factores que pueden afectar la fotoinactivación de microorganismos multirresistentes, concluyendo que las dos fuentes de iluminación, así como los dos tiempos de incubación probados, no alteran el crecimiento del microorganismo.viopenAccessTerapia fotodinâmicaResistência antimicrobianastafilococos áureosBacterioclorinasAvaliação de fatores que podem influenciar na fotoinativação de microrganismo