Galaz Polanco, Agustín Ignacio2026-02-102026-02-102026-02-10https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9670Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Licenciado em Filosofia – Licenciatura.Este trabalho busca abordar as raízes das crises ambientais e sociais que o mundo contemporâneo enfrenta por meio de uma crítica profunda à sua cosmologia dominante (materialista, substancialista, mecanicista, reducionista, dualista, etc.) e sua relação com o projeto mais amplo da Modernidade. Como contraproposta, analisa a filosofia processual do Realismo Orgânico, uma proposta cosmológica apresentada no início do século XX por Alfred North Whitehead à luz dos desenvolvimentos da física quântica e relativística de sua época. Essa cosmologia permite a incorporação e a valoração de elementos não considerados pela cosmologia dominante, ampliando sua visão e, ao mesmo tempo, apontando claramente suas limitações. Em seguida, diagnosticamos a necessidade urgente de abordar a existência em um mundo complexo por meio das categorias do cuidado e, para tanto, consideramos a agricultura sintrópica como uma alternativa concreta e viável para a reconstrução da teia da vida. Para fortalecer a sinergia entre essas ideias, aplicamos essa estrutura cosmológica à agricultura sintrópica, visando criar arcabouços teóricos e práticos básicos para a construção de ecossistemas sustentáveis onde todos os seres, humanos e não humanos, possam viver em unidade na comunidade da Vida. Por fim, refletimos sobre a necessidade de uma profunda alfabetização ecológica e o papel da filosofia nesse processo, para superar a crise e abrir novos diálogos entre os povos e entre eles e a Terra. Resumen Este trabajo busca abordar las raíces de las crisis ambientales y sociales que atraviesa el mundo contemporáneo a través de una crítica profunda de su cosmología dominante (materialista, substancialista, mecanicista, reduccionista, dualista, etc.) y la relación de esta con el proyecto más amplio de la Modernidad. Como contrapropuesta, analiza la filosofía procesual del Realismo Orgánico, propuesta cosmológica levantada a inicios del siglo XX por Alfred North Whitehead a la luz de los desarrollos en la física cuántica y relativista de su tiempo. Esta cosmología permite la incorporación y valoración de elementos no considerados por la cosmología dominante, ampliando su visión a la vez que apunta claramente sus deficiencias. A continuación, diagnosticamos la urgente necesidad de abordar la existencia en un mundo complejo a través de las categorías del cuidado, y para ello buscamos en la agricultura sintrópica una alternativa concreta y factible de reconstrucción de la red de la vida. Para potenciar la sinergia entre estas ideas, aplicamos este esquema cosmológico a la agricultura sintrópica, con el objetivo de crear marcos teóricos y prácticos básicos para la creación de ecosistemas sustentables en que todos los seres, humanos y no-humanos, puedan vivir en la unidad de la comunidad de la Vida. Por último, reflexionamos sobre la necesidad de una alfabetización ecológica profunda y el papel de la filosofía en ella, para la superación de la crisis y la apertura de nuevos diálogos entre los pueblos y de estos con la Tierra.esopenAccessCosmologiameio ambienteOntologiaagriculturaCosmología procesual para un retorno a la comunidad de la vida: realismo orgánico y agroforestería como paradigmas para la convivencia