Matos, Andrey Felipe de2025-12-232025-12-232025-12-23https://dspace.unila.edu.br/handle/123456789/9521Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil de Infraestrutura.O setor da construção civil responde por parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa, sobretudo pelo uso intensivo de concreto e aço. Como alternativa, sistemas em madeira engenheirada, como a Madeira Lamelada Colada Cruzada (MLCC), apresentam potencial para reduzir a pegada de carbono das edificações. Este trabalho avalia a pegada de carbono de um módulo unitário de sala de aula em MLCC no estado do Paraná, identifica os elementos construtivos mais contribuintes para as emissões médias totais e discute possibilidades de mitigação. Trata-se de um estudo de caso baseado no quantitativo de materiais fornecido pela empresa responsável pelo projeto. Os fatores de emissão foram obtidos no Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac) e em Declarações Ambientais de Produto internacionais, considerando o potencial de aquecimento global de origem fóssil nos módulos A1–A3 da Avaliação do Ciclo de Vida. Os dados do Sidac, originalmente em CO2, foram convertidos para CO2eq com apoio do banco Ecoinvent, e, quando necessário, as unidades funcionais foram harmonizadas, garantindo compatibilidade entre o quantitativo e as fontes de dados dos fatores de emissão. As emissões totais do módulo variaram de 10479,91 a 19396,77 kgCO2eq, com valor médio de 14938,34 kgCO2eq, correspondendo a um fator de emissão médio de 293,02 kgCO2eq/m² para a edificação. A análise pela curva ABC mostrou que sete elementos concentram 79,06% das emissões médias, com destaque para o concreto da fundação, as telhas com núcleo de poliisocianurato e o MLCC estrutural. O concreto permanece como principal contribuinte devido ao elevado volume empregado, e maiores fatores de emissão por unidade de volume, enquanto o MLCC apresenta menores emissões associadas por unidade de volume, reforçando o seu potencial de substituir sistemas convencionais em concreto em edificações de menores emissões. Resumen El sector de la construcción representa una fracción significativa de las emisiones globales de gases de efecto invernadero, sobre todo por el uso intensivo de hormigón y acero. Como alternativa, los sistemas en madera ingenierizada, como la madera laminada cruzada, muestran potencial para reducir la huella de carbono de las edificaciones. Este trabajo evalúa la huella de carbono de un módulo unitario de aula en madera laminada cruzada en el estado de Paraná, identifica los elementos constructivos que más contribuyen a las emisiones medias totales y discute posibilidades de mitigación. Se trata de un estudio de caso basado en el cómputo de materiales proporcionado por la empresa responsable del proyecto. Los factores de emisión se obtuvieron del Sistema de Información del Desempeño Ambiental de la Construcción (Sidac) y de Declaraciones Ambientales de Producto internacionales, considerando el potencial de calentamiento global de origen fósil en los módulos A1– A3 de la evaluación del ciclo de vida. Los datos del Sidac, originalmente expresados en CO2, se convirtieron a CO2eq con apoyo de la base de datos Ecoinvent y, cuando fue necesario, se armonizaron las unidades funcionales, garantizando la compatibilidad entre el cómputo de materiales y las fuentes de datos de los factores de emisión. Las emisiones totales del módulo variaron de 10479,91 a 19396,77 kgCO2eq, con un valor medio de 14938,34 kgCO2eq, lo que corresponde a un factor de emisión medio de 293,02 kgCO2eq/m² para la edificación. El análisis mediante la curva ABC mostró que siete elementos concentran el 79,06% de las emisiones medias, destacándose el hormigón de la cimentación, las cubiertas con núcleo de poliisocianurato y la madera laminada cruzada estructural. El hormigón sigue siendo el principal contribuyente debido al elevado volumen empleado y a los mayores factores de emisión por unidad de volumen, mientras que la madera laminada cruzada presenta menores emisiones asociadas por unidad de volumen, lo que refuerza su potencial para sustituir sistemas tradicionales de hormigón en edificaciones de menores emisiones.viopenAccesscarbonomadeira engenheiradaedificaçõesescolasAvaliação da pegada de carbono de uma edificação em Madeira Lamelada Colada Cruzada. Estudo de caso em módulo de sala de aula no Estado do Paraná